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TIROTEIO NO CALABAR DEIXA APIPEMA EM PÂNCIO:Bairro Nobre fica em fogo cruzado.É engraçada, para não dizer ridícula, uma publicação como esta. Parece que os moradores do Calabar, ou são todos envolvidos com a violência, ou então, são meros coadjuvantes de toda violência que acontece em Salvador, Ora, será que os 25 anos que tenho morando em Salvador, sendo um cidadão com direitos e deveres como todas as outras pessoas têm. Sendo um pai de família, que trabalha que ajuda no crescimento do país, que não tem nenhum vínculo com a corrupção, com o tráfico de drogas, que observa e respeita o código civil do seu país, também não sofre com toda essa violência? Será que somos bonecos descartáveis? Será que não sofremos também com essa violência que também nos atingi? Ou será que só aquelas pessoas que moram em bairros “nobres” como no Jardim Apipema é que são vítimas?Será que essa repórter (Karina Baracho) só publicou esta noticia porque uma bala atingiu o prédio? Deve ser. Porque ao ler a reportagem eu não percebi nenhuma casa do Calabar que foi atingida por vários tiros, eu não vi nenhum depoimento de um morador do Calabar que se escondeu debaixo das camas, que se assustaram e se desesperaram também com o tiroteio.Será isso uma visão elitista? Uma matéria preconceituosa? Não sei dizer.Mas tirem suas próprias conclusões ao lerem esse pequeno trecho da matéria:Uma linha tênue entre o luxo e o lixo faz com que o tráfico fique ás margens dos edifícios luxuosos daquela região. Quando li esse pequeno trecho não conseguia saber o que ela estava chamando de lixo, se era a comunidade ou era o tráfico de drogas, porém ao continuar a leitura, quase no final da matéria uma moradora do prédio diz que foi assaltada numa ladeira entre o Calabar e a Ranulfo de Oliveira, o qual diz: A ladeira citada por Célia é exatamente a linha tênue entre a favela e os prédios de alto luxo da região.É difícil acreditar que em pleno século XXI, uma pessoa que estudou tanto para ser jornalista publique coisas como este tipo. O Calabar por ser uma comunidade de resistência, a única comunidade que conseguiu permanecer nesta região sempre foi fuzilada pela imprensa. Uma comunidade que fica cercada por bairros de classe alta. Com mais de 16 mil pessoas, o Calabar sofre constantemente por causa de 40 ou 50 pessoas que sobrevivem através do roubo e do tráfico.Por causa da imprensa baiana, pessoas são discriminadas, não conseguem empregos, sofrem constantemente abusos de policias, etc.Isso tudo me leva a pensar: Qual a diferença entre ladrões e traficantes que perturbam a paz das pessoas, e repórteres que com suas matérias promovem à discriminação, a falta de empregos, a revolta das pessoas. É como uma bola de neve, se analisarem a fundo, muitos desses que perturbam a paz, são frutos destes repórteres irresponsáveis.Além de tudo isso, publica inverdades como:A troca de tiros entre traficantes da invasão do Calabar com outros traficantes da invasão do Alto das Pombas [...]. Se ao menos investigassem mais, saberiam que o tiroteio não foi entre Calabar e Altos das Pombas, bairros vizinhos.
Noticia cedida por Rodrigo Pita do seu blog CALABAR SOU EU.
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